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Exposição: Aberto para Re-Forma

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12 (doze) artistas do Brasil e do exterior. Quando visitei a Casa Contemporânea em 2010 tive a idéia de realizar uma exposição coletiva com artistas para pensar a casa como suporte e também como forma de interação com este espaço que não nos deixam de transmitir um sentimento de aconchego e de proteção. O título faz uma referência aos avisos fixados nas casas quando elas estão fechadas para uma reforma, mas aqui ela faz o oposto, abrindo para uma refomulação de idéias fazendo o visitante a repensar, reposicionar, reavaliar, reorientar seus conceitos diante de um trabalho de arte contemporânea que não somente habita os museus ou galerias mas que também podem perfeitamente conviver com o espaço de uma casa. Na exposição deparamos com uma variedade de produção desde uma série de desenhos sobre papel até uma instalação interativa como a do James Kudo que ocupa os pisos do espaço adesivando os tacos criando uma ilusão instigante.

Já os artistas Fábio Tremonte, Leopoldo Ponce e a dupla Sérgio Bonilha e Luciana Ohira apresentam trabalhos no lado externo da casa remetendo o espectador a um estranhamento. Nas obras de Paula Ordonhes e de Marita Ibañez há um forte sentimento de trazer para dentro dos cômodos o próprio “mundo” literalmente. Paula fragmenta mapas criando seu próprio território através de cadernos manuseáveis pelo visitante . Marita apresenta fotocolagens de forma irregular de grandes cidades como Lima (Peru) onde vive e de São Paulo remontando a sua maneira de olhar o universo; a harmonia se auto afirma em meio ao caos urbano. Driton Selmani e Yasushi Taniguchi criam figuras em diferentes suportes. Driton gera imagens com elementos divertidos mas contendo uma carga sombria. Yasushi realiza pinturas sobre serras, ferramentas encontradas normalmente nas garagens das casas. Ambos criam personagens que parecem a qualquer momento sobressair dos suportes e começar a perambular pelo espaço. As figuras aqui presentes já não são coadjuvantes de um pensamento pressuposto e sim protagonistas-anfitriões “nada convencionais” para receberem os convidados.

Num outro trabalho apresentado pelo Leopoldo é um vídeo onde o tempo existente lá fora parece não existir dentro de casa, ela é mantida em suspensão e silêncio. Percebemos isso nas instalações de Reynaldo Candia e de Pablo Gamboa que apesar de se diferenciarem em suas produções o imaginário, a lembrança e a repulsa das imagens se opõem às impostas pela sociedade, aqui, elas ganham uma nova interpretação mais sólida e contundente. A pequena sala abaixo da escada é ocupada pela artista Thais Beltrame que criou uma “segunda casa” que remetem às fábulas, fantasias e alegorias mas longe das pomposas historinhas infantis, aqui elas são ácidas memórias trazendo um forte apelo às críticas ao homem moderno cada dia mais insípido e prepotente. Assim como Thais , Claudio Matsuno cria uma alusão às fábulas infantis como nos desenhos dos Três Porquinhos fechando a janela de uma das salas da casa com ripas de madeira como se elas evitassem o perigo do assopro do Lobo Mau refletindo a violência explícita presente nos dias de hoje.

Texto: Claudio Matsuno

Agosto/2011

 

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