Casa Contemporânea_10 anos e o Livro de Artista

Casa Contemporânea_10 anos e o Livro de Artista
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Exposições

Casa Contemporânea_10 anos e o Livro de Artista

Com o objetivo de discutir as mais diversas possibilidades de produção e interpretação do Livro de Artista, reunimos para esta mostra 36 artistas que desenvolvem suas pesquisas nessa linguagem. Com ela reforçamos nossa ligação com esse segmento das artes visuais que está presente desde o inicio de nossas atividades.

Simultaneamente, apresentamos a exposição Cruzando Horizontes, do coletivo WYL? (What’s your location?) com livros desenvolvidos por 16 artistas, em pares ou trios sediados no Brasil, Kuwait, Reino Unido, Australia e Estados Unidos. Itinerante, foi inaugurada em Porto Alegre, no Centro Cultural Érico Verissimo e vem, neste momento, para a Casa Contemporânea, juntar-se à nossa mostra, marcando o início das comemorações de 10 anos de atividade deste espaço.

Para a abertura no sábado, 16/02, preparamos uma programação especial com leituras e performance:

Sobre as leituras

Caracol é uma casa que se anda – Lucimar Bello
“Lucimar Bello não é só escritora. Não é só artista plástica. Ela vai sempre para fora de sua casa. Além do jardim. É difícil de enquadrá-la. Autora que precisamos ler tocando. Do princípio ao fim. Com todos os poros. Sonoros. De múltiplas janelas sua sensibilidade. Um dia quero ter um olhar igual ao dela. Ir assim ao coração da linguagem. Feito um caracol que se abre. Não um caracol que se fecha.”

Marcelino Freire, escritor.

RuminânSias – Silvia Nogueira
Neste ano de reXistência e encontros alegres, um capinzal de palavras já começa a ruminar por aí. Silvia Nogueira lê trechos das ruminânSias, lançado em meados de 2018, pela editora Patuá. Nem livro de contos, nem poesia, talvez um híbrido que brinca com gêneros em uma prosa costurada com palavras, sons, imagens e sentidos para ler em alta voz, reinventar a foz e ouvir por aí.

O feito afaga o gesto – Rita Balduino
Composto por sete cadernos, cada um deles voltado a uma determinada dimensão da relação palavra, imagem e experiência, lançado pela editora Patuá em 2018.

“A relação entre palavra e imagem é determinante em todo o livro: é frequente, nos poemas, a ênfase na materialidade gráfica e tipográfica dos textos e diversas vezes imagens são associadas criativamente a palavras e sinais gráficos. É digno de nota o modo como Rita utiliza sinais de pontuação convencionais e não-convencionais para sugerir sentidos que as palavras não alcançam”.

Júlio Mendonça
Coordenador do Centro de Referência
Haroldo de Campos da Casa das Rosas.

O vento que varre a casa – Marcia Matos
Este é o livro objeto de Marcia Matos que trata do tema do suicídio e articula poesia, música, performance e instalações de artes visuais. Um trabalho de intervenção urbana a partir da experiência da memória que problematiza e humaniza os estilhaços desse tabu.

Sobre o experimento

“Assim falou Zaratustra – com Alberto Eloy
Um livro para todos e para ninguém. – Prólogo”. De Friedrich Nietzsche.
Um experimento para todos e para ninguém.
Assim falou Zaratustra ocupa um lugar muito especial e um ponto fora da curva em toda a obra de Nietzsche. Em diálogo profundo, com ácidas paródias, ironias e sarcasmos, com toda a tradição filosófica, religiosa e literária ocidental (e também oriental), principalmente ocidental, Zaratustra condensa, numa linguagem profundamente poética e incisiva, todo o pensamento de Nietzsche. Todos os principais temas de sua filosofia são aí tratados, pensados e sopesados: o eterno retorno, o além-do-homem, o último homem, a vontade de poder, a morte de Deus, os grandes ídolos etc. “Assim falou Zaratustra” é portanto a obra que Nietzsche nos lega como seu maior e mais iluminado presente para a humanidade. E, como presente extremamente desafiador, me dou a ele e com ele me faço e me abro nesse processo, experimento, investigação autoral, saindo de minha solidão habitada para compartilhar tal errância com vocês, companheiros e achegados ao sol de Zaratustra.

Alberto Eloy.