Symbiosis

Symbiosis
Zwei Arts

Exposições

Symbiosis
Instalação responsiva lumino-sonora

A exposição se extende pelas duas salas térreas da galeria:

“Symbiosis é uma instalação artística imersiva e interativa que convida o público a uma profunda reflexão sobre as relações ecológicas, as interdependências interespécies e o impacto humano sobre os ecossistemas, sobretudo marinhos. O projeto parte, especialmente, da observação quanto à fragilidade dos recifes de coral, habitats vitais e ameaçados. Ao conjugar arte, ciência e tecnologia, a mostra transcende a contemplação, propondo experiência vivencial, participativa e reflexiva alinhada às urgências ecológicas e epistêmicas contemporâneas. […]

Uma colônia recifal artificial é composta por pólipos artificiais lumino-sonoros, distribuídos em suporte que simula um habitat. Esses organismos respondem aos estímulos ambientais e à presença do público por meio de variações cromáticas e sonoras, evocando  o comportamento simbiótico e colaborativo típico dos recifes de coral. Essa interação permite que o público vivencie a harmonia ou o potencial colapso da colônia com base em suas ações, de modo a confrontá-lo com a evidência de que seus gestos e escolhas reverberam em cadeias relacionais. […] Essa perspectiva, que articula conexões intra e interespécies, adquire relevância política e ética ao problematizar o papel antropocêntrico que tem orientado historicamente as relações entre humanidade e natureza. A instalação materializa esse pensamento, ao articular a presença humana, os pólipos artificiais e os sons e luzes emitidos por eles num processo dialógico e coevolutivo. Um dos aspectos centrais é sua capacidade de visibilizar dramas ecológicos submersos, como o branqueamento dos corais, cuja gravidade é proporcional a sua invisibilidade social e midiática. […]

Ao criar um ambiente imersivo e responsivo, Symbiosis traduz um fenômeno complexo e silencioso de maneira sensível e simbólica, tornando-o experienciável e afetivo. Seguindo a ideia de uma redistribuição e compartilhamento do sensível, a instalação promove o que podemos chamar de política estética, pois não apenas denuncia, mas faz sentir o caráter relacional e interdependente da vida no planeta.”

Conheça mais sobre o trabalho da artista em seu site:

SERVIÇO

Abertura: Sábado, 4 de Julho de 2026, das 11h às 17h

Visitação: até 1 de Agosto
De terça a sexta-feira, das 14h às 18h
Sábado, das 11h às 17h

Entrada gratuita

Classificação etária: Livre

Local: Salas 1 e 2 (térreo)

Casa Contemporânea
Rua Capitão Macedo, 370 – Vila Mariana, São Paulo (SP) – 04021-020

FICHA TÉCNICA
Realização: Casa Contemporânea
Artistas: Sandra Kaffka com colaboração de João Flesch Fortes
Curadoria: Adrienne Firmo
Montagem: Casa Contemporânea
Comunicação Visual: ArteAgora Design
Impressões Fine Art: Ateliê Dois e Meio & Espaço Garapa
Produção Executiva: Marcia Gadioli
Assistente Produção Executiva: Ana Zancanaro

 

Sandra Kaffka é artista visual, designer e educadora paulistana. Graduada em Artes Plásticas, é doutora e mestre em Poéticas Visuais, Processos de Criação em Artes Visuais, pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). As diferentes manifestações da luz na natureza, da bioluminescência marinha às nebulosas e corpos celestes, inspiram sua produção atual. Como xilogravadora, dedicou-se, por anos, ao estudo da luz em contraste com maciços negros que evocavam objetos, estruturas e paisagens, formas que despertaram o interesse pela tridimensionalidade. Ao aprofundar sua pesquisa, descobriu as possibilidades do uso da luz artificial e de microeletrônicos, como processadores e sensores adaptados para simular comportamentos de organismos naturais. A experiência como artista, educadora e com mergulho autônomo resultou em seus “objetos-bicho” mediados por sistemas interativos lumino-sonoros. Como pesquisadora transdisciplinar, propõe assim aproximações entre arte, ciências e tecnologia em obras projetadas para espaços públicos. A acessibilidade e a sustentabilidade são valores éticos integrados a seus projetos. Expõe no Brasil e exterior, desde 1992.

João Flesch Fortes é engenheiro, criativo, educador e pesquisador. Graduado e doutor em Engenharia Elétrica, mestre em Oceanografia Física pela Universidade de São Paulo (IO-USP), e também em Ecologia, pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Atua na área de Engenharia de Energia, com ênfase em Energia Oceânica e Fontes Renováveis de Energia. Possui experiência em ensino e divulgação científica, atuando principalmente nos temas: arte e tecnologia, eletricidade, Arduíno, instrumentação científica de baixo custo, circuitos analógicos de áudio, robótica em libras e energia eólica, solar e oceânica. Coordenou e atuou no grupo AMUDI de Arte tecnologia da POLI-USP, cuja equipe  multidisciplinar dá apoio a exposições, como as dos festivais FILE/FIESP, desde 2009, em São Paulo, entre outros, no Brasil e no exterior.
A colaboração sinérgica entre Sandra e João viabilizou a produção de objetos lumínicos responsivos para as exposições: •Luz (2018), coletiva na Galeria 1338, e nebula (2022), individual no Planetário Municipal do Carmo, em São Paulo.